Brazil Jewelry Week 2021

Rita Martinez

Costa Rica

Awapa Tsokã

Anel

Alumínio, cobre, turmalina, citrino, ametista.


$ 250.00

Awapa Siatami

Colar

Alumínio, cobre, latão oxidado, bronze banhado à ouro, pirita.


$ 400.00

Awapa Usekör

Broche

Alumínio, bronze, pirita, latão banhado à ouro, aço, latão oxidado, folhas douradas.


$ 300.00

Awapa Siwabra

Broche

Alumínio, bronze, ágata rutilada de paisagem brasileira, latão banhado à ouro, aço.


$ 350.00

Duré

Broche

Alumínio, ágata aquática brasileira, latão banhado à ouro, aço.


$ 250.00

Rita Martinez

Costa Rica

ALTER MUNDI
A concha
É universalmente reconhecido como um símbolo de fertilidade, sorte e renascimento, não apenas na Grécia de Afrodite ou na Roma de Vênus (que Botticelli magistralmente dotou para o mundo), mas também em outras culturas fora do mundo ocidental. Nós o encontramos na China, Índia, África e nas Américas.
Em muitas cerimônias iniciáticas, ela representou simbolicamente e ainda representa a morte e a ressurreição. O Quetzacoatl, cuja missão era trazer o renascimento espiritual à humanidade, o usa ao pescoço como uma joia do vento em espiral. Numerosas conchas foram encontradas em sepulturas em sítios arqueológicos na Mesoamérica. Para os maias, a deusa Ix Chel representada por uma concha reflete a semelhança do nascimento de um molusco que sai da concha com o da criança que sai do útero materno. Na língua maia, não é surpreendente que a palavra Chak Peel (vagina vermelha) seja usada para identificar uma concha (a Pleuroploca Gigantea)!
Mas a concha também representa o batismo e a jornada de conhecimento, como entre os budistas ou entre os caminhantes de Santiago, ainda que suas origens pagãs, posteriormente adotadas e alteradas pelo cristianismo, considerassem a jornada um propiciatório para casais que desejavam ter filhos. .
Sua concha marca fisicamente a fronteira entre o visto e o desconhecido, entre a aparência e a realidade, assim como seu som em muitas culturas representa a voz do divino, o despertar da consciência.
O Awapa
Os xamãs, como os curanderos, foram figuras importantes em todas as comunidades indígenas do México,
América Latina e Caribe, infelizmente perseguidos e até assassinados quando chegaram os conquistadores espanhóis. Felizmente, mais tarde, quando os padres católicos perceberam a semelhança das crenças e práticas indígenas com as deles, houve uma integração relativa.
Os Awapa são os xamãs dos Bribris, povo de Talamanca, Costa Rica. Como em qualquer religião xamânica, os Awapa são a conexão entre o mundo físico e espiritual. Cada Awapa tem algumas pedras mágicas (siah) que ele usa ao redor do pescoço e que usa para diferentes intervenções de cura.
Interessante nas crenças Bribris é o conceito de oposto, pelo qual no mundo espiritual tudo ou ser vivente é diametralmente o oposto do que é visto na terra.
Queria ler a concha (Duré) como representante do meu contínuo crescimento de filha de duas culturas interdependentes (costarriquenha e italiana), mas não dependentes uma da outra, num processo de fusão e alternância que se delineia por meio de materiais diversos a ciclo entre nascimento, morte e ressurreição.
Também pensei em representar alguns Awapa na ajuda específica que podem dar às pessoas na reorganização dos seus pensamentos (Siwabra), na sua relação com o mundo (Usekör), na realização de uma viagem (Awá) e no regresso a voar (Siatami).
Por fim, no cantor mágico (Tsokã), vi a conexão dialógica entre os humanos e o xamã superior (Usekör) ​​que representava o divino.

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