Brazil Jewelry Week 2021

Brenda Reggo

Argentina

Retalhos desabitados

Colar

Cerâmica grés, fio de algodão, arame, broche de prata.


$ 520.00

Mortalhas

Anel

Cerámica gres, cuero, pasta de celulosa, hilo, carbón vegetal, pigmentos, plata.


$ 650.00

Espírito de corpo

Anel

Cerâmica grés, couro, polpa de celulose, fio, carvão, pigmentos, bronze.


$ 620.00

Ainda respiro?

Broche

Cerâmica grés, couro, polpa de celulose, fio, carvão, pigmentos, bronze, agulha de prata.


$ 480.00

Nada além de tristeza e quietude.

Broche

Cerâmica grés, couro, polpa de celulose, fio, carvão, pigmentos, bronze, agulha de prata.


$ 650.00

Brenda Reggo

Argentina

INPERMANENCIA

... ”Eu não olho para a pele, mas para o que é fogo e esperança na pele. O que mesmo nos mortos continua a nutrir raças. O que é vida e é sangue por trás da imobilidade das estátuas ”… (Jorge Debravo)

No meu trabalho atual começo um processo de busca e compreensão sobre corpos ausentes, destruição e aniquilação. Conceitos que desenvolvo para serem transformados mais tarde na união de um objeto-corpo que dialoga com minhas obsessões mais recônditas. Abraçar meu corpo nas profundezas para entender o resto dos corpos. Memória e ausências invisíveis que precisam ser reincorporadas na história. Enquanto houver vida, também haverá morte, uma impermanência que revela a proximidade da ausência.. Como diz Christian Boltanski ... "Todos seremos vítimas do esquecimento em algum momento''. Uso a cerâmica como pequenos recipientes corpóreos, material que se conecta à medida que surgem formas indefinidas e se entrelaçam quase por acaso para seguir seu caminho. As peças dão uma sensação de corporalidade sólida, algo indestrutível, que é realmente apenas uma percepção, já que o objeto-corpo revela uma vulnerabilidade muito mais poderosa do que sua própria aparência. Superfícies agredidas que escondem um interior reprimido e de luto. No processo de construção, uso o fogo como protagonista e elemento transformador, que junto com os pedaços de pele que se dobram e se contraem criam outros corpos, como objetos mumificados à procura de formas provocativas e perturbadoras. As imagens referenciais são muito importantes para o processo, traços de trabalho que estão entrelaçados seguindo rastros, descobrindo cicatrizes e vestígios de memória, como se algo escondido quisesse despertar para gritar o que não é tão evidente. Cada processo do meu trabalho é um trânsito para a definição da peça, as obras falam, algo de dentro não pode parar e surge, cresce e explode, porque "o que persiste não pode ser reprimido".
 

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